11/04/2010 - Unção, propósito e promessas
Lugar para escrever e compartilhar livremente os pensamentos, reflexões e aprendizados que ao longo da vida recebemos e temos o privilégio de repartir com os amigos.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
REFLEXÃO: Consagração - Compromisso
TEXTO: 1 João 3: 1-18
NOSSO CONTEXTO
O mundo vive a era do individualismo, onde a minha necessidade, satisfação e objetivos vem em primeiro lugar, mesmo que isso signifique passar por cima ou excluir uma pessoa. O culto ao prazer (hedonismo) exacerba o individualismo e encuca nas pessoas um sendo de proteção daquilo que é seu e o pior, um sentimento de prejuízo quando ao que é seu (tempo, recursos, talentos) não é revertido em algum tipo de benefício para ele.
Não bastante, o mundo, ainda mergulha as pessoas no mar da insaciabilidade, criando consumidores compulsivos que nunca sentem-se completos.
Quais os efeitos colaterais deste espírito?
1. Individualismo: as pessoas só têm compromisso consigo
2. Relacionamentos frágeis: só dura enquanto for bom para mim
3. Desrespeito ao próximo: meus objetivos e necessidade são mais importantes
4. Medo da morte: medo de perder, de ficar no prejuízo, de levar desaforo para casa
5. Solidão: pessoas dão trabalho e consomem tempo, então sozinho chego mais rápido
COMO DEUS AGE
1. Coletividade: Deus nos adota como filhos e comunica sem reversas as suas virtudes a todos. Agora carregamos em nosso nome o sobrenome “de Deus”. Ele nos marca e comunica vida a todos nós. Somos agora conhecidos pelo nome de Deus. Somos parte um do outro.
2. Relacionamento consolidado: O compromisso de Deus é tão profundo e sua comunicação de virtudes tão completa que Ele mesmo afirma que “não cometemos mais pecado” (verso 09). Isso significa que naquilo que depende Dele, não há mais separação. É assim que Ele nos vê, pois nascemos Dele. Separação não é uma opção para Deus.
3. Amor ao próximo: o próximo faz parte dos nossos objetivos e vida. Para se ter sucesso, não basta que eu alcance os meus objetivos, é necessário que o próximo seja alcançado, socorrido e, se caído, levantado. Ninguém fica pelo caminho.
4. Alegria de viver: consciência que toda a virtude, vida, paz, alegria e amor nos foi comunicado. Tudo que precisamos neste mundo está garantido por Deus. Qualquer medida que de mim for repartida não deixará lacuna ou falta, pois Deus está em nós. Diante de oportunidades que representam desafios, o cristão não ataca nem defende; apenas ama.
5. Comunhão: somos todos parte uns dos outros. Só chego lá se o meu próximo está comigo e em mim. Mais importante do que estar perto é estar ligado, entranhado ao próximo. A comunhão não é apenas ter as coisas em comum, é não se enxergar mais como um.
QUESTIONAMENTOS
1. Por que temos resistência em dar a nossa vida pelo irmão?
Porque pensamos que de alguma forma está sendo subtraído de nós. Pensamos em oferta como subtração e não como adição de vida.
Porque pensamos que de alguma forma está sendo subtraído de nós. Pensamos em oferta como subtração e não como adição de vida.
2. O que significa dar a vida?
Muitas vezes pensamos que significa morrer pelos nossos irmãos; abrir mão dos nossos sonhos, das alegrias e nosso tempo. De fato, dar a vida assassina o individualismo, mas tem o significado mais de “viver” pelo meu irmão do morrer. Isso significa, incluí-lo em nossas alegrias e comunicar a ele as virtudes.
Muitas vezes pensamos que significa morrer pelos nossos irmãos; abrir mão dos nossos sonhos, das alegrias e nosso tempo. De fato, dar a vida assassina o individualismo, mas tem o significado mais de “viver” pelo meu irmão do morrer. Isso significa, incluí-lo em nossas alegrias e comunicar a ele as virtudes.
3. Como lidamos com as pessoas que demandam de nós?
4. Onde temos investido nossos recursos (dinheiro, tempo, dons, virtudes)?
5. Quais os nomes das pessoas marcadas por você?
Em Cristo,
Ricardo Rocha
REFLEXÃO: Não estamos a deriva
“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6
Propósito e significado são os entendimentos que todos buscamos para nossas vidas. Aquilo que fazemos, perseguimos, temos e somos não faz sentindo algum se não descobrirmo os seus propósitos e significados.
Quando não temos este entendimento, o sentimento que aflige nossa alma é que estamos a deriva no universo; a vida é um grande mar e nós somos um barco a navegar sem perspectiva de origem e destino.
Este trecho da Palavra de Deus apresenta Cristo como aquele que traz o entendimento pleno de propósito e significado para nossa vida, seja em nosso dia-a-dia ou em nossa convivência cósmica. Esta Palavra nos dá clareza em saber onde estamos firmados e lucidez para discernir o Caminho a ser percorrido. Não estamos a deriva, mas no Caminho preparado pelo próprio Deus. Assim, propósito e significado são discernidos diretamente Daquele que criou tudo e todos . Para isso, é necessário estamos firmados no
Algumas vezes em nossa vida, paramos para avaliar o caminho percorrido e planejar os próximos passos. Qual caminho nos inspira? O Caminho de Deus ou o caminho dos homens? O que estamos fazendo é segundo a orientação do Pai? O objetivo que almejamos alcançar foi inspirado por Ele? Quem define os rumos da nossa vida? Com quem tomamos conselho para as decisões da nossa vida?
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO: Sou justificado e ponto!
"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica."Romanos 8:33
Em dias difíceis, nos quais enfrentamos pressões e palavras lançadas contra nós, contra nosso trabalho ou contra nossa disposição, esta Palavra conforta nosso coração.
Muitas vezes, confortamos o coração porque entendemos que esta Palavra quer dizer que Deus tomará alguma atitude frente a situação que está nos afligindo e mostrará para todos os "acusadores" a "verdade", nossa verdade. Entretanto, temos que lembrar que o Pai já fez toda a obra e tudo por nós e, que a justificação é uma obra conclusa. Não há mais ninguém para justificar ou tornar justo. O Pai já fez tudo.
Diante disso, se pensamos que Deus ainda tem que fazer alguma coisa, é porque não temos a consciência que somos justificados. O grande desafio não é convencer os outros, mas ter a consciência plena que somos justos e justificados pelo Pai e, através deste testemunho, iluminar o entendimento dos "acusadores" com a Verdade.
Quando alguém diz algo a seu respeito que não é verdade, você fica em paz? Fofocas a seu respeito angustiam seu coração? O falso testemunho de alguém provoca reações que você se arrepende depois?
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO: A tribulação entendida como oportunidade
"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança, a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." Romanos 5: 3-5
Muitos vezes oramos a Deus pedindo que Ele cumpra a Sua obra em nossas vidas, que mude aquilo que precisa ser mudado, que nos dê mais paciência, mais amor, mais compreensão e que remova de nós a dúvida, a incredulidade, e tudo aquilo que nos impede de amadurecer espiritualmente.
Neste texto, Paulo fala de uma mudança em nosso entendimento a respeito das tribulações, apresentando a pedagogia do Pai para nos ensinar e desenvolver em nós Seus atributos, utilizando-se de questões da vida.
Assim, quando pedimos paciência, o ensinamento vem de uma situação onde devemos exercer paciência e manifestar o domínio próprio. Quando pedimos para conseguirmos perdoar mais, muitas situações contrária surgem para o exercício do perdão e manifestação da misericórdia de Deus. Ele está nos educando, e desenvolvendo em nós Suas características. Foi para isso que fomos comissionados: para testemunhar as pessoas, sermos a encarnação Dele no cotidiano delas e, de dentro das situações da vida diária, manifestar Sua graça.
Vivendo como Cristãos, seremos desafiados todos os dias pelo Pai, para que amadureçamos e caminhemos para a estatura de Cristo. Os nossos pontos fracos serão exatamente aqueles que serão exercitados e, pela graça Dele, corrigidos, ajustados, transformados e curados.
Estamos passando por uma situação difícil? O que o Pai está nos ensinando? O Ele quer comunicar a nós e àqueles próximos? Olhar para dentro e examinar nossa alma, com certeza ajudará neste processo. Devemos facilitar as coisas e deixar o orgulho de lado, pois Pai educa seus filhos e não desistirá de nós.
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO: O Senhor é o meu pastor? Então...
SALMO 23
- O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
- Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
- Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
- Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
- Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
- Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.
NOSSO CONTEXTO
Vivemos em uma sociedade capitalista de consumo. O estímulo ao consumo e a inovação em criar necessidades é o motor deste sistema. Todas as coisas são para consumo: bens, serviços, conhecimento, pessoas, relações, tendências, igreja, Deus, etc. A necessidade sistêmica em criar necessidade no indivíduo, tem massacrado suas vidas e os subvertido a uma ciranda infantil em buscar satisfação das necessidades não reais, pois estas não fazem parte da sua naturalidade; são criadas pelo próprio sistema.
As pessoas passam suas vidas perseguindo aquilo que programaram em suas mentes e vivem os conflitos, angustias desesperos e problemas que não deveriam estar ali, mas que foram recebidos juntamente com o pacote do consumismo.
Assim, Deus também virou uma commodity, e toda a Sua Palavra é lida e interpretada como ferramenta para que as pessoas alcancem seus objetivos e saciem suas necessidades. Muitas vezes, quando lemos textos desta natureza, nos apropriamos dele na perspectiva de responder as angústias da nossa alma e colocamos Deus na parede frente ao desafio segundo nossa expectativa.
O SALMO
- Verso 01: É a conclusão de um homem que conhece e experimentou as transformações realizadas pelo seu Senhor e, após enfrentado os desafios, entende que está completo.
- Verso 02: É a infância da nossa jornada. É nossa primeira visão a Seu respeito e da vida com Ele.
- Verso 03: É o preparativo para a caminhada e o desafio para amadurecer. Por que devemos amadurecer? Por que este é o fluxo natural de todas as coisas.
- Verso 04: É o enfrentamento dos desafios, das nossas sombras e das ameaças. É encontrar solidez e exercitar nossa fé. É a oportunidade de consolidar o conhecimento através de uma experiência e atingir a maturidade. Cada pessoa tem o seu desafio e seu “timing” para atravessar este vale. É necessário que sejam respeitadas nas suas limitações, mesmo que os problemas sejam de fácil solução para nós; e no tempo, mesmo que estejamos com pressa.
- Verso 05: É o lugar onde aprendemos, sentados à mesa com o Pai. Os inimigos não estão sentados, apenas presentes. Através daquilo que aprendemos com o Pai os enfrentamos pela renovação do entendimento, em que a unção de Deus sobre a minha mente, me completa, de forma a transbordar e, entendo que aquilo que preciso, não está mais fora de mim.
Menos necessidades, menos inimigos, mais paz.
Uma coisa interessante é que o homem de Deus faz guerra não é quando se levanta para combater, mas quando se assenta para o ouvir o Pai. Como está o combate aos inimigos da nossa casa? Temos nos assentado a mesa para formar um conselho para o combate. - Verso 06: Bondade e misericórdia são o legado, a herança daqueles para que têm este Senhor como seu pastor. Suas necessidade, agora em ordem, pela fé, são e serão supridas pelo Pai, de tal forma que sua mão está sempre estendida para ajudar os outros.
O QUE APRENDEMOS
- A jornada cristã é para o amadurecimento.
- Somos desafiados a vencer nossas angústia pela renovação do nosso entendimento, questionando se a origem da angústia é genuína e uma vez sendo, exercer a fé para vencê-la.
- Desafios são caminhos para o amadurecimento.
- A mesa é o lugar onde o Pai fala com seus filhos.
- Despir-se das necessidades criadas minimiza as angústias da alma.
O QUE APRENDEMOS
Quando o Senhor é o meu Pastor, nada me faltará, pois aprendo o que de fato preciso e, que tudo aquilo que preciso, Ele já me deu. Quando o Senhor não é o meu pastor, vivo angustiado correndo atrás daquilo que penso que preciso, assombrado pelas sombras do fracasso e da morte. O Senhor é o seu pastor? Então...
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO: Deus cuida de mim. Eu cuido de...
"Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;" Filipenses 2:4-7
Nosso coração é cheio de expectativas e planos para a vida. Trabalhamos arduamente para conquistar nossos sonhos e muitas vezes nos frustramos quando não conseguimos ou os conquistamos parcialmente. Neste caminho, sempre oramos ao Pai, para que Ele cuide dos nossos interesses, e trabalhe a nosso favor.
A verdade explicita e revelada através do evangelho é que Cristo já fez tudo por nós. Não há obra parcial ou incompleta realizada por Ele. Já foi feito e nos dados tudo aquilo que nos é necessário para a vida e cumprimento do propósito Dele em nós e através de nós. Diante disso, a parcialidade ou não alcance de um alvo pode, de maneira discreta, nos dizer que estamos no caminho errado ou que esta era a medida Dele para nós.
Diante disso, se o cuidado de Deus é a nosso favor, somos desafiados a mesma atitude para com o próximo. Se temos alguém que já cuidou de nós, estamos livres para cuidar dos outros. A questão é que, em muitos casos, não cremos de fato nisso, pois as atitudes são de cuidado com nossa própria vida ou de orgulho em não se rebaixar até aquele que precisa de nós.
Quais os nossos motivos de oração (conversa) com Deus? Quais são nossas ações em favor daqueles que estão próximos de nós? Quais os nomes das pessoas que eu cuido?
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO - Verdade encarnada e não "discurssada"
"E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos." Tiago 1:22
Este trecho da Palavra de Deus me faz refletir na coerência da nossa vida com as revelações que o Pai já trouxe ao nosso entendimento. Tiago exorta os irmão a respeito de algo que subverte a revelação de Deus em nós e através de nós, que é o orgulho e a vaidade.
Revelar a graça e o amor de Deus vai muito além da frequência impecável aos cultos, dos discursos inflamados com coesão perfeita, de centenas de versículos decorados, das subidas e decidas a montes santos ou práticas que de alguma forma padronizaram a aparência da santidade.
Segundo o texto, a revelação é uma atitude dos filhos de Deus, que cientes da Palavra do Pai, a recebem com humildade em seus corações, enchem-se de misericórdia pelo próximo, e agora dão o bom testemunho deste amor e suas vidas para viverem a verdade encarnada . Tiago nos convida a um exercício em nosso cotidiano, nas relações nucleares e situações da vida, onde o que ouvimos e discursamos torna-se poderoso através da sua concreção.
As revelações que temos de Deus são verdades encarnadas em nossa rotina? Nosso próximo (conjuge, filhos, amigos, vizinho, etc.) tem contato com uma realidade encarnada da Palavra ou apenas com as palavras da Palavra?
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO - Conselhos para a glória
"Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória". - Salmo 73: 24
Em nossa jornada da vida, nos deparamos com muitas decisões a serem tomadas. Estas decisões trazem um sentimento que estamos constantemente diante de encruzilhadas, tendo que decidir qual caminho tomar.
Muitas vezes seguimos por caminhos, cujos conselhos para a decisão, foram tomados daqueles que não têm compromisso conosco ou foram baseados na pressão pelo sucesso, na vaidade do coração, na praxe da sociedade ou orgulho em não estar errado. Muitas vezes não tomamos conselho com Deus ou com os irmãos pelo orgulho em não expor a nossa fragilidade.
A verdade é que há apenas um caminho. Imagine que você estivesse neste momento diante de uma encruzilhada. Nosso Pai sabe qual a direção, ou seja, o caminho a ser tomado, de tal forma que, para Ele, não existe encruzilhada, apenas um único caminho, uma única reta, a ser percorrida, de tal forma que o seu final é a glória.
Onde temos buscado conselho? Quais os parâmetros consideramos em nossas decisões? Ao dar conselhos, ouvimos Deus ou na nossa própria sabedoria? Ouvimos e compartilhamos nossas dúvidas com os irmãos para tomarmos conselho?
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO - Agentes da liberdade
"Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade." 2 Coríntios 3:17
A Palavra do Senhor diz que somos templo do Espírito Santo, a sua habitação. Antigamente, para encontrarmos com Deus, eram necessários sacrifícios e uma visita ao templo. Hoje, através do sacrifício definitivo de Cristo na cruz, fomos feitos esta habitação.
Diante disso, como as pessoas se encontram com Deus? Onde podem encontrar o Espírito Santo?
A resposta é bastante simples: encontrando-se comigo.
Entretanto, embora a resposta seja simples, muitas vezes não temos sido estes agentes de Deus, que promovem a paz através da manifestação do Espírito Santo em nosso testemunho de vida. Algumas vezes, ao invés de estabelecermos a liberdade, somos aqueles que escravizam e afastam as pessoas de Deus. Quando fazemos isso? Não apenas quando agimos contrário a Palavra, mentindo, roubando, trapaceando, enganando; mas quando deixamos de comunicar o Espírito de Deus que em nós habita.
Você é um agente da liberdade? As pessoas sentem alegria e alívio com sua presença? O seu testemunho é coerente com o Espírito que habita você?
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO - Onde temos investido nosso tempo e talento?
"Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura." Isaías 55:2
Este trecho da Palavra de Deus nos faz refletir a respeito do destino do nossos esforços e investimento do nosso tempo. Em muitos caso, o dinheiro ganho, resultado do trabalho, é mais que suficiente para suprir as necessidades da família. Diante disso, investimos este recurso excedente, na aquisição de produtos ou serviços secundários, de forma a satisfazer nossa alma, muitas vezes adoecida pelo consumismo.
Passamos a demandar mais do que aquilo que é realmente necessário e, como conseqüência, a trabalhar mais, buscar melhor qualificação, arriscar em nossas atividades; tudo para ganhar mais. Entretanto, o mais interessante é: o necessário sempre esteve em nossa mão.
Não faço apologia ao voto de pobreza, mas de um propósito que vá além da nossa cobiça e vaidade. Trabalhar muito para levantar pessoas que estão caídas, levar o suprimento ao necessitado, vestes aos que estão nús é bíblicos e sempre está apontado para o próximo.
Qual o propósito do seu trabalho? Onde você tem investido seu tempo? Com quem você tem gasto o fruto do seu trabalho?
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO - Seja fiel até a morte
"E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte." Apocalipse 2:8-11 (JFA)
Este texto é parte da revelação que o apóstolo João recebeu e registrou no livro de Apocalipse. Esmirna é uma das sete igrejas da Ásia e historicamente e vista com uma das primeiras cidades em que cristão foram martirizados. A parte do texto que fala sobre fidelidade e morte, se cumpriu muitas vezes na vida dos cristãos de Esmirna.
Diante do texto e do breve relato sobre Esmirna, aprendemos alguma atitudes e consciência que levam o cristão ao cumprimento pleno da sua carreira:
1. Posicionamento Invariante
Muitas vezes os cristãos, pressionados pelas situações, pessoas ou necessidades, abre mão dos seus princípios e valores para que não venha a sofre o dado ou algum tipo de prejuízo. Em coisas simples como subornar um agente de trânsito, roubar uma caneta, abusar no banho na casa do amigo ou questões mais complicadas, como ceder diante um adultério, sonegação fiscal e falso testemunho contra outros.
Esta Palavra nos orienta a sermos fiéis e nos mantermos firmes diante das propostas e tentações que venhamos a sofrer. Não importa a situação, o nosso Pai já nos deu a maior de todas as bênção e ainda que tenhamos alguns problemas ao longo do caminho, estamos certos que já vencemos.
2. Fé - Convicção pela consciência
Para enfrentar as dificuldades do dia-a-dia é preciso conhecer a Deus e a partir daí termos a revelação de quem nós somos e quais as Palavras a nosso respeito. Esse conhecimento e esta convicção gera em nós a fé, que vai além do acreditar. É a convicção plena e inequívoca do cumprimento da Palavra de Deus em nossas vidas.
Essa convicção nos faz dizer não e sim quando estes são próprios a cada situação. Somos guiado não mais pelas nossas necessidades e pressões, mas pela inspiração do Espírito Santo.
3. Gratidão
Devemos ser gratos ao Pai pela graça já alcançada em Cristo Jesus. Precisamos nos lembrar quem somos sem a ação de Cristo em nossas vidas. Muitas vezes, quando estamos um pouco melhores, baixamos a guarda e flexibilizamos a consciência, cometendo atos avessos a vontade de Deus.
Ser grato ao Pai e ter um coração pronto para a dificuldade ou para a bonança, e poder enfrentá-las sem apostatar da fé ou ao atingir o ápice, não folgar flexibilizando os valores e a consciência.
4. Paz
Sabemos qual é o nosso destino e quem garante que vamos chegar lá. Sabemos quem é aquele que nos levanta, corrige, instrui e acompanha. A Palavra diz que Sua vida foi para nos salvar. Assim, não há dúvida que Ele nos fará completar a carreira que está proposta. Não depende de nós, pois já está feito. Diante disso, não precisamos temer o prejuízo, a vergonha ou o que dizem a nosso respeito. O que de fato é importante sobre nós e que é relevante já foi dito e garantido por Deus.
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO - Firmes na liberdade de Cristo
"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão." Gálatas 5:1
Um dos aspectos da liberdade para a qual Cristo nos transportou foi a liberdade da vaidade. Muitas vezes movemos nossa vida guiados pela necessidades criadas por campanhas de marketing que dizem que devemos ter para ser. Esta orientação, na verdade, é o que nos cega, fazendo com que caminhemos com os olhos vendados, perseguindo algo que outra pessoa diz que é bom, mas que em nada revela o espírito de Cristo.
Muitas vezes estamos ostentando em nossas vidas coisas que são mais necessárias para que um filho de Deus viva plenamente. Outras vezes escondemos fatos, situações ou problemas pelo orgulho de não ter sua "imagem" prejudicada diante dos outros.
Em qualquer situação, bem ou mal, Cristo nos libertou da vaidade. Não precisamos mais consumir nossas energias buscando "toféus" para exibir para os outros e ganharmos seus aplausos ou esconder nossas fragilidades, para que não sejamos mal vistos.
Para sermos livres da vaidade, é necessário olharmos para a cruz de Cristo e reconhecermos nossa condição: sem a graça de Deus não somos nada e nada faz sentido.
Não nos coloquemos novamente debaixo do julgo e da opressão da vaidade. Sejamos livres dela e para relacionar com nossos irmãos, abrindo nossa vida, compartilhando as dificuldades e sendo curados naquilo que o Pai está fazendo em nossas vidas.
Em Cristo
Ricardo Rocha
REFLEXÃO - Paciência e Tolerância
“Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia.” Tiago 5:7
Há algum tempo tenho observado o quanto as pessoas estão impacientes quanto ao tempo que os processos da vida levam para acontecerem e o quanto estão intolerantes em relação às dificuldades, problemas e equívocos que outros venham a cometer em seu desfavor. Nesta reflexão, quero me ater apenas ao ambiente familiar, na relação com o cônjuge e educação dos filhos.
Muitas vezes os pais não têm paciência para educar os filhos utilizando um dos ingredientes mais importantes: tempo. São tantos compromissos, atividades, trabalhos e aspirações pessoais que não há tempo para repassar um processo que não foi aprendido por completo ou para corrigir erros que aconteçam no percurso. As crianças têm que aprender logo de primeira, pois não há tempo para uma segunda oportunidade. Quando erram são punidas e não instruídas. São quase sempre ditos os “nãos”, e quase nunca as explicações e demonstrações do modelo. Não se pega na mão para ensinar a desenhar, apenas aponta-se os erros ou menciona-se o ideal. O ambiente não é seguro para o erro e instrução. Quando acontece, a criança tenta esconder para não ser punida ou envergonhada. Com o tempo, esta postura, forma pessoas impacientes, intolerantes e doentes. Passam a cobrar de si mesmas uma excelência utópica, que nas as permitem serem humanas e a cometerem equívocos. Errar é proibido; errar é um erro.
Com o cônjuge, espera-se uma relação que não atrapalhe os planos de vida ou que tome tempo além do programado. Se isto começa a acontecer, e percebe-se que o trabalho e tempo para ajudar o outro é grande, chegou a hora de trocar de cônjuge. Parece um pouco extremado escrito desta forma, mas esta é a síntese de como as pessoas tem se comprometido umas com as outras. Quantas vezes já ouvi a expressão “se não der certo, separa” da boca de pessoas que estão para casarem. Começam a relação com uma válvula de escape. Se sair fora do planejado ou da expectativa criada, simplesmente trocam-se as pessoas. Não há espaço para tolerância e tempo para investir no suporte ao outro naquilo que são suas fragilidades. Conseqüentemente as pessoas acabam se escondendo umas das outras, pois é impossível ser humano e não ter fragilidades, incongruências, TPM, gripe e outros.
Será que temos esperado e cuidado das pessoas que amamos, respeitando suas fragilidades e o tempo que os processos levam para amadurecem em suas vidas segundo as suas possibilidades, e não segundo a nossa expectativa e capacidade? Será que estamos exigindo dos outros, aquilo que está além das suas forças, mas que para nós é algo natural?
Reflita no texto de Tiago, pois ele fala sobre paciência e processos, compostos por etapas. Veja as situações descritas e pense nas pessoas que Deus colocou no seu caminho. Somos agentes da paciência ou impaciência? Somos lembrados por alguém que se sabe seguro para ser instruído no seu erro por nós ou pela rispidez e intolerância obrigando-as a esconderem?
Deus o abençoe e o leve além das raias desta reflexão.
Em Cristo,
Ricardo Rocha
REFLEXÃO: Pedidos sem resposta
"Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres" Tiago 4:3 (NVI)
Muitos ensinamentos religiosos da atualidade dizem que devemos apresentar a Deus nossos pedidos com o máximo de detalhes possível, mostrando que estamos convictos. Além disso, devemos "pagar o preço" em oração, jejum, campanhas e devocionais para alcançá-las.
Neste verso, Tiago nos adverte que muitos pedidos não são atendidos porque estamos pedindo para usufruto pessoal, esquecendo que a benção de Deus tem um propósito que nasce da vontade Dele e não em em nós, da nossa vontade. Não somos melhores que Deus quando pensamos em bênçãos. Ele certamente, ao pensar em abençoar seus filhos é muito mais eficaz em nos aquilo que realmente nos abençoará e produzirá em nós frutos que permaneçam. Assim, é melhor deixar nossas listas de lado e confiar Nele, pois certamente serão bênção muito melhores do que conseguimos descrever ou pedir.
Meus alvos de oração são de acordo com a minha vontade ou segundo a de Deus? A benção que quero é apenas para meu gozo? Antes de pedir algo, busco o entendimento de cumprimento de propósito em Deus daquilo que peço? Meus alvos incluem questões apenas a meu respeito ou incluem o próximo?
Em Cristo,
Ricardo Rocha
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